sábado, 22 de outubro de 2011
Meditação estética
John Lennon Party
Falece o homem, fica a obra








quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Cobertura Coquetel Molotov para o TMDQA
Dia 01:
Lobão é o centro das atenções no primeiro dia do No Ar Coquetel Molotov 2011
Dia 02:
Racionais MCs foi a dose de energia do No Ar Coquetel Molotov 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Daniel Kornrumpf pinta e borda
quinta-feira, 9 de junho de 2011
"Arte al paso" na Estação Pinacoteca
O nome da exposição, "Arte al paso", veio do projeto criados nos anos 80 pelo coletivo de arte E.P.S. Huayco. Nos anos 50, houve migração de populações rurais do Peru para as cidades. Nas ruas de Lima, surgiram empregos informais, chamados de "al paso" (de passagem). A arte do coletivo seria também "de passagem", para ser consumida das ruas, assim como o eram os empregos informais que surgiram nos anos 50. A crítica do coletivo, justamente, foi dirigida aos vazios institucionais do Peru, que, nos anos 70, não possuía sequer um museu de arte moderna. Escolheram, assim, os caminhos alternativos das ruas.
Serão expostas obras de artistas como Emilio Hernandez Saavedra, que denuncia os vazios institucionais no Peru, Sandra Gamarra, Suzana Torres, Fernando Bryce, Alfredo Márquez e Armando Andrade.
ARTE AL PASO – COLEÇÃO CONTEMPORÂNEA DO MUSEU DE ARTE DE LIMA De 28/5 a 31/7: ter. a dom. 10h/17h30. Estação Pinacoteca: Lgo. General Osório, 66, t Luz, tel. 3335-4990. R$ 6 (grátis aos sábados)
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Sinto nos meus ossos
Que seja. O que mais me chamou atenção foi a profundida e a beleza do texto. Busquei Paul Auster. Li e reli. Ouvi e re-ouvi os diálogos de DentroFora. O texto quer mostrar um homem e uma mulher (cada um dentro de uma caixa de madeira) conversando sobre momentos bons que viveram, vazios emocionais, o frio do corpo e da alma, a busca por algo que não se sabe bem o quê, a incomunicabilidade, o vazio de significado das palavras...
MAN. How about "blue"?
WOMAN. Ah yes, blue. (Closes eyes, smiles.) That's a very nice word.
MAN. Do you see what I mean?
WOMAN. Yes. (Smiles with inward pleasure.) I see ... blue.
MAN. No. I mean ... think of the word blue.
WOMAN. That's what I'm doing. And I see blue ... beautiful blue.
MAN. But blue isn't a word like other words. (Pause.) It doesn't mean anything.
WOMAN. Of course it does. It means "blue."
MAN. But what can you really say about blue?
WOMAN. I can say ... Blue ... is blue. A color. I can say: blue is a color.
MAN. But that doesn't help, does it? I mean, it doesn't let you see blue.
WOMAN. All I have to do is say "blue" ... and then I see blue.
MAN. Yes. But you see it only because you've already seen it.
A visão de que as palavras são vazias e só adquirem significado a partir do momento em que alguém aponta para uma cadeira real e diz: "isso é uma cadeira". A tentativa de mostrar que a incomunicabilidade é real. Sempre foi.
MAN. It's cold in here.
WOMAN. No it's not. It's quite warm.
MAN. Maybe for you. For me it's cold.
WOMAN. No. If it's warm for me, that means it's warm for both of us.
MAN. But ... (Exasperated.) ... I'm shivering.
WOMAN. It's your imagination.
MAN. What are you talking about? It's my body. The cold is in my body.
WOMAN. (Patiently.) No, my love. It's in your mind.
Se é quente para mim, é quente para você, e assim somos iguais. Não aceito nossas diferenças.
Enfim. Enfim! Vale a pena ler. Fica a dica. Sublime.
WOMAN. Do you think we'll ever find it?
MAN. What makes you so sure we haven't found it already?
WOMAN. My bones. I feel it in my bones.
É. Sinto nos meus ossos que ainda não encontrei o que quero.









